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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Shinjuku Jazz


Não é um vídeo perfeito, mas está cheio de memórias. Memórias do calor da noite, dos sons, dos cheiros e das cores duma última noite de férias em Tóquio.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Discurso do Imperador Hirohito

"(...) We are keenly aware of the inmost feelings of all ye, Our subjects. However, it is according to the dictates of time and fate that We have resolved to pave the way for a grand peace for all generations to come by enduring the unendurable and suffering what is insufferable. (...) Having been able to safeguard and maintain the structure of the Imperial State, We are always with ye, Our good and loyal subjects. (...) Let the entire nation continue as one family from generation to generation, ever firm in its faith of the imperishableness, of its divine land (...)."
A 15 de Agosto de 1945, a voz do Imperador era ouvida pela primeira vez pelo povo Japonês, no seu discurso de rendição, transmitido pela rádio. Num Japonês formal e arcaico, como o que era usado na antiga Corte Imperial, Hirohito, pedia aos seus súbditos que "suportassem o insuportável", nunca fazendo, no entanto, nenhuma referência directa á rendição. A linguagem usada, e a fraca qualidade da transmissão, o discurso tinha sido préviamente gravado, contribuiram para que muitos não o entendessem. Na ficção de David Peace, Tokyo Year Zero, este facto é referido:
"It is over and now there is silence, only silence, until the boiler-man asks, "Who was it on the radio?"
"The Emperor himself", says Fujita
"Really? What is he saying?"
"He was reading an Imperial Rescript."
"But what was he talking about? asks the boiler-man and this time no one answers him, no one until I say-
"It was the end of the war..."
"So we won...?" 
Mas, a expressão "suportar o insuportável", não podia ser mais adequada. Em Novembro de 1945, a morte e a fuga tinham reduzido a população de Tóquio a 3,5 milhões, na maioria enfraquecidos pela fome. Um quarto de milhão de residentes tinha morrido. Três quartos de milhão de casas foram arrasadas. Três milhões de pessoas não tinham abrigo. Duas bombas atómicas tinham reduzido a cinzas Hiroshima e Nagasaki. E apenas se iniciavam os anos de ocupação... Os deuses tinham voltado as costas aos deuses, e o Imperador renunciava á sua condição divina.
No filme de Alexander Sokurov, "The Sun", o realizador traça o retrato dum homem que, despojado do seu poder, se depara com a sua condição humana, demasiado humana. No seu primeiro encontro com o General MacArthur, Hirohito despede-se, ficando parado de forma desajeitada, em frente à porta fechada do aposento. O "deus", nunca tinha aberto uma porta por ele próprio...


terça-feira, 27 de abril de 2010

The Absence of Symmetry in Japanese Art

A ausência de simetria na arte Japonesa tem sido frequentemente comentada pelos críticos ocidentais. O equilibrio assimétrico, conhecido por hacho, é, a par das pinturas "one corner", da simplicidade, da humildade, da imperfeição, da transitoriedade e da economia de traços, uma característica da arte nipónica.
 Podemos dizer que no Ocidente fomos culturalmente orientados por valores Helénicos radicalmente opostos: permanência, grandeza, perfeição e simetria.  Autores como Okakura Kakuzo ou Daisetz T. Susuki, atribuem este pendor pela assimetria, à influência do Budismo Zen e do Taoísmo, ambos assentando numa filosofia dinâmica que valorizava mais o processo através do qual se procura a perfeição do que ela própria.
Bebendo o pensamento Zen, a arte Oriental, propositadamente, evitou o simétrico como uma expressão, não do completo, mas da repetição. E é facto que a assimetria com a sua ausência de fórmulas, dá ao artista um maior liberdade, permitindo composições mais criativas.
No "tea room" procura-se evitar a repetição simétrica nos diferentes objectos seleccionados. Se há uma flor num recipiente, não se deve usar uma pintura que contenha flores. Se se usa uma chaleira redonda, a jarra para a água deve ser angular. O queimador de incenso no tokonoma,  não deve ser colocado ao centro.
Referências:
Zen and Japanese Culture, Daisetz T. Suzuki
The Japanese Art of Impermanence, Andrew Juniper
The Book of Tea, Okakura Kakuzo

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OKURIBITO (DEPARTURES)

Okuribito ou Departures, realizado em 2008 por Yojiro Takita, ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009. Daigo tocava violino numa orquestra em Tóquio, que é súbitamente dissolvida, o que o leva a mudar-se com a mulher para a sua terra natal em Yamagata, e procurar trabalho. Aí, responde a um anúncio com o título de "Departures", julgando que se tratava de uma Agência de Viagens, para descobrir um emprego como "nokanshi", a pessoa que prepara corpos para o enterro ou cremação... A banda sonora, da autoria de Joe Hisaishi, é fantástica.


Japanese...Bananas!

domingo, 25 de abril de 2010

Black & White Yukata

Não resisto a publicar mais esta foto by The Sartorialist, pelos vistos ainda em Tóquio.

Os 150 Anos Do Tratado de Paz entre Portugal e o Japão

Os Portugueses chegaram ao Japão no século XVI, acredita-se que por volta de 1542, marcando uma presença importante até serem expulsos em 1639. Só em 1860, puderam regressar, graças ao Tratado de Paz assinado pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão. A sua expulsão ficou a dever-se ás tentativas de evangelização clandestina por parte dos Jesuítas, que eram introduzidos no Japão pelos comerciantes, mas disfarçados, e de resto detinham interesses no comércio das sedas. Inicialmente tolerada, essa acção começou depois a ser vista como uma afronta ao poder político dos shoguns, e em 1635 o Shogun Tokugawa mandou cessar os contactos ultramarinos. Quem lucrou com isso foram os Holandeses que puderam manter os seus contactos comerciais com o Japão. Para os interessados neste assunto, existe um filme belíssimo de 1971, realizado por Masahiro Shinoda, "Silence" (Chinmoku).
Além da religião, ou a par dela, os Portugueses levaram as espingardas e a pólvora. Mas as trocas entre ambos os povos não se limitaram ao comércio. Nós trouxemos as palavras banzé, chá, catana e sacana. Presume-se que sakana (peixe em Japonês) devia ser um termo utilizado pelos marinheiros lusos, para designar de forma pejorativa os peixeiros. Aos Japoneses deixámos outras palavruskas, sobreviveram botan e pan, e a tempura que segundo alguns deriva do Português tempero, segundo outros vem do termo têmporas, os dias de jejum religioso que proibiam os católicos de comer carne. Este cruzamento de culturas deu ainda origem á arte Namban.
Para comemorar os 150 anos do Tratado de Paz, a Fundação Oriente, está a realizar já este mês e no próximo, em Lisboa, diversas actividades, palestras, exposições, espectáculos e workshops ligados à cultura Japonesa.

Haiku da Semana

Na tampa de águas da foto, localizada no Yuda Onsen (banhos termais de Yuda), está escrito um haiku brejeiro de Santoka Taneda:
Pricks and pussies
Boiling together
In the overcrowded bath

Via ojisanjake

YUMOMI

Chama-se YUMOMI á cerimónia tradicional Japonesa, utilizada para fazer descer a temperatura das águas termais de forma a que, quem entre para os banhos, não fique... cozinhado. No vídeo, a cerimónia apresentada é feita apenas para turistas, numa Bath House que já não é utilizada, mas faz parte do complexo termal de Kusatsu.

The Bonsai Magician

As origens do Bonsai ligam-se a artefactos religiosos. O Paraíso desenhado em miniatura num pequeno vaso; montanhas feitas com pedras cobertas de musgo, pequeníssimas árvores e outras plantas. Até ao século XIX, os Bonsai não se ofereciam como objecto estético, mas como talismã, para expressar desejos de longa vida, felicidade e prosperidade. Depois disso o Bonsai começou a definir-se como arte. Masahiko Kimura é um mestre Japonês do Bonsai.
Nos seus Bonsai, a criatividade pessoal põe de lado as regras tradicionais.
Os troncos são esculpidos distanciando-se dos originais.
Kimura, é considerado "o técnico mágico do bonsai actual".
Fotos via bonsaipots.net

THE JAPANESE FLOATING WORLD

"Living only for the moment, savoring the moon, the snow, the cherry blossoms, and the maple leaves; singing songs, loving sake, women and poetry, letting oneself drift, bouyant and carefree, like a gourd floating along the river current." Ryoi Asai, Tales of the Floating World

Floating world diz-se em Japonês, ukiyo. A palavra ukiyo era originalmente uma expressão Budista, significando "este mundo de dor". Foi evoluindo para " este mundo transitório e de ilusões", e finalmente para "this fleeting, floating world". Um "floating world" ligado aos locais de diversão e prazer, em que a felicidade é um momento passageiro, no "aqui e agora". No antigo Edo, Yoshiwara, era o território do prazer, com teatros de kabuki, casas de chá frequentadas por geishas, restaurantes, bares, e milhares de cortesãs.
As "ukiyo-e", literalmente "Pictures of the Floating World", são um tipo de arte muito próxima destes prazeres urbanos. Muitos artistas de "ukiyo-e", anunciaram espectáculos de teatro, bordéis, retrataram actores populares ou belas jovens em casas de chá.
 Mas, acho que poucos pensam no processo de feitura, moroso e complicado, destas "woodblock prints". Depois de desenhada a imagem que o artista queria ver impressa, era necessário sobrepõr o desenho num bloco de madeira e "esculpir" aí, com um utensilio próprio a imagem. Só uma cor podia ser usada de cada vez. Bom, aqui fica um vídeo, que infelizmente, não mostra imagens do "floating world".


sábado, 24 de abril de 2010

Sake & Haiku - Santoka Taneda

Santoka Taneda (1882-1940), foi poeta, viajante, e sacerdote Zen. Os seus haiku, são escritos em "free-style", afastando-se tanto da forma, como do conteúdo do haiku tradicional. Por eles passam observações acerca da natureza, da filosofia Zen, da solidão e isolamento (sabi) das suas viagens, da impermanência da vida e... das alegrias do sake.
my life has been a continuous waste
I pour sake
out of it are born my haiku
Na verdade, Santoka debateu-se com problemas de alcoolismo e em 1924, terá tentado suicidar-se colocando-se na frente dum comboio, mas antes do impacto, o condutor viu-o a tempo de travar. Depois do incidente, Sanoka foi levado para um templo Zen nas proximidades, onde permaneceu até ser ordenado sacerdote, optando, no entanto, por uma vida errante, estendendo a sua kasa para que lhe dessem comida e continuando a escrever os seus haiku.
the sky at sunset
a cup of sake
would taste so good
A melancolia e a solidão, permaneceram para lá do sake?
if I sell my rags
and buy some sake
will there still be loneliness

HIMIKO - SPACE WATER SHUTTLE

Leiji Matsumoto ou Matsumoto Reiji, o criador de anime e manga, famoso por obras como "Space Battleship Yamato" ou "Galaxy Express 999", desenhou um dos barcos que, em Tóquio, transporta turistas, desde Asakusa até Odaiba e Toyosu. 
O barco, futurista, com um look algo militar, foi chamado de Himiko, o nome de uma lendária e misteriosa rainha e shaman no antigo Wa (Japão).
O Banzai, ainda não deu uma voltinha no Himiko, mas conseguiu tirar-lhe estas fotos, durante um dos inúmeros passeios á beira rio, que fazem parte das minhas estadias em Tóquio.

Curvy Lines

Mais um edificio surreal em Minami Aoyama, Tóquio.Via twitpic.

Osamu Tezuka - Human Metamorphosis

Esta é a capa fabulosa, da manga de Osamu Tezuka, "Human Metamorphosis" (Ningen Konchuki), publicada nos anos 70. A história traça um paralelo entre humanos e animais, neste caso insectos. A personagem principal é a bela e sedutora Tomura Toshiko, comparada á haruzemi (ternopsia vacua cicada). Sem escrúpulos, reinventa-se constantemente, através duma sucessão de amantes, deixando cair as suas identidades, como a cigarra larga a sua carapaça.
Foto Via FFFFOUND!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

JERO & JAPANESE ENKA

Once upon a time...uma jovem Japonesa de Yokohama, conheceu num salão de dança, durante a ocupação Americana que se seguiu á II Guerra Mundial, um Afro-Americano. Takiko e Leonard Tabb, apaixonaram-se, casaram e tiveram uma filha. Mais tarde mudaram-se para Pittsburgh, a terra natal de Leonard, e muito mais tarde, Takiko inspiraria no seu neto, Jerome Charles White, o gosto pela cultura Japonesa, sobretudo por um determinado tipo de música tradicional nipónica: ENKA. Os temas das líricas deste género musical, giram á volta de amores e desamores, tristeza e solidão. Talvez por isso a Enka me faça lembrar o Fado. A Jero traz-lhe reminiscências dos Blues. 
 Jero começou a cantar Enka aos seis anos de idade, e continuou a estudar japonês enquanto frequentava o liceu e a universidade. Licenciou-se em engenharia informática em 2003, e nesse mesmo ano partiu para o Japão. Embora trabalhando como professor de Inglês e engenheiro de computadores, não esqueceu a promessa feita á avó de que um dia actuaria no Kohaku Uta Gassen, o show televisivo transmitido na Noite de Ano Novo no Japão. Dois meses depois de ter chegado, e ter participado em diversos concursos, tornou-se um nome conhecido. Hoje, descrito pela imprensa como "o primeiro cantor negro de Enka na história", é famoso, e não só no Japão. Em Dezembro de 2008, cantou no Kohaku Uta Gassen, cumprindo a promessa feita á avó, entretanto já falecida. Nunca abandonando o seu look hip-hop, alguns consideram que trouxe uma nova energia á muito tradicional e popular Enka.
Tem actuado várias vezes nos Estados Unidos, onde em 2008 cantou na cerimónia de abertura do National Cherry Blossom Festival em Washington, DC.
Este vídeo, é duma participação sua num concerto no Japão, em Novembro de 2009. Ladies and Gentlemen...JERO!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

The Sartorialist In Tokyo

The Sartorialist, é um blogue um tanto invulgar, que gira à volta de design, estilos e tendências, a maior parte das vezes intemporais. As fotografias são belíssimas e mesmo para quem não seja fã destas coisas, vale a pena dar uma olhadela. Acontece que os últimos posts do The Sartorialist, estão a ser feitos de Tóquio, com fotos como esta...

ou esta...
Fica a sugestão.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Haiku da Semana

Fish Vending machine

Uma repórter, descobre no Zoo de Tobe, uma vending machine que permite adquirir peixinhos para alimentar as focas. A julgar pelo vídeo, elas apreciam bastante a ideia. 


tobe zoo
Enviado por jopon45. - Ver mais webcams

Vulcão, Ikebana, Kimonos...

Toda a gente sabe como o vulcão islandês de nome impronunciável, reteve nos aeroportos de todo o mundo, milhares de passageiros. Pois a cidade de Narita, decidiu oferecer aos passageiros ainda retidos no aeroporto, a oportunidade de conhecerem melhor a cultura Japonesa. Os interessados, são levados de autocarro até uma espécie de Centro Cultural, onde podem experimentar kimonos, e aprender diversas coisas acerca da caligrafia Japonesa, ou da cerimónia do chá. Uma iniciativa kawaii!

free tours
Enviado por techmanimoto. - Ver mais webcams

Tokyo Bohemian 20's

 Chiyo Uno (1897-1996), não frequentaria, com toda a certeza, uma escola para noivas tradicionais como a do vídeo abaixo. Na verdade, não foram só os seus livros, o design de kimonos, ou o facto de ter publicado a primeira revista de moda no Japão em 1936 (Sutairo ou Style), que a tornaram famosa, mas também a sua aura de "femme fatale".

 Chiyo era descrita como "a mulher frequentemente apaixonada". Casou várias vezes e pelo meio foi tendo diferentes casos amorosos. Decidida a ser uma "mo-ga", rapariga moderna, e a não se confinar ao papel de esposa e mãe, percorreu um caminho  livre de convenções, que terá influenciado muitas outras mulheres Japonesas. O seu best-seller "Confessions of Love", foi escrito durante a sua relação com o artista Seiji Togo, que decidiu entrevistar, logo após a sua tentativa frustrada de duplo suícidio romântico. Encontraram-se num bar em Tóquio, e Togo, tinha ainda o pescoço envolvido numa ligadura branca, o que segundo ela lhe dava um ar irresisitível. Nessa noite, ele convidou-a para sua casa, nos subúrbios de Tokyo, para que pudessem falar mais à vontade. Acabaram nos braços um do outro, no futon onde, pouco tempo antes, tinha tido lugar o pacto de suícidio de Togo e Mitsuko, filha dum Almirante da Marinha Imperial, que se opunha ao romance entre os dois. Uno e Togo permaneceram juntos durante cinco anos.
 Mas, muito antes disso, já sua terra natal, Iwakuni, o gosto de Uno por kimonos exuberantes e maquilhagem, além de despertar paixões,  a forçava a renunciar ao cargo de professora.
Chiyo Uno, foi uma daquelas mulheres Japonesas, que encontrou coragem para deixar para trás uma rígida estrutura social, vivendo de acordo com as suas próprias regras. A época também lhe foi favorável. Os anos 20 no Japão, são os anos liberais do Período Taisho (1912-1926), em que, em Tokyo, "modern girls" (moga) e "modern boys" (mobo), elas de cabelo curto, eles de cabelo longo e óculos redondos, a imitar o actor Harold Lloyd, frequentavam as ruas e cafés de Ginza, discutindo autores ocidentais e literatura marxista, e dançando nos salões, com cigarros e cocktails, um pouco à imagem da Jazz Age Americana.
Uno viveu uma vida longa, como ela própria dizia: " Não tenho interesse em morrer, porque penso sempre que o amanhã pode trazer algo de excitante."
Ler também no Banzai: Estrelas no Céu de Tóquio

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Looking for... a husband!

Harry Potter, Moaning Myrtle and Toire no Hanako-san

Quem é, ou já foi, fã do Harry Potter, lembra-se concerteza da Myrtle, o fantasma choroso que ocupava o WC feminino do segundo andar da Escola de Bruxaria e Feitiçaria de Hogwarts.
Pois desde há muito que, nas escolas Japonesas, parece existir uma fantasminha com algumas semelhanças. Dá pelo nome de Toire no Hanako-san (Hanako of the Toilet), e  assombra por norma o "toilet" das raparigas localizado no 3º andar. A sua aparência é no entanto bastante melhor do que a da pobre Myrtle.
Se alguém quiser vê-la aparecer, deve bater três vezes na porta do terceiro cubículo, dizendo "Estás aí Hanako-san?". No caso da sua presença se confirmar, diz-se que responde numa voz fraca "Sim, estou aqui." Quem a partir dessa altura, tiver a coragem de empurrar a porta, poderá, segundo a história, ser puxado para dentro pela mão duma rapariguinha vestida com uma saia vermelha.
Hanako-san tornou-se um fenómeno nacional nos anos 80, apesar de já existir, segundo alguns, desde os anos 50. Há quem diga que se trata do fantasma duma jovem atingida, na sua escola, por um bombardeamento durante a II Guerra Mundial, mas outras versões apontam para uma rapariguinha vítima de violência por parte da família ou de algum estranho.
De qualquer forma, trata-se duma assombração inofensiva e evitável. Basta não frequentar os aposentos que normalmente ocupa.
A imagem de Toire no Hanako-san, é da autoria de Digital Dolls.

domingo, 18 de abril de 2010

Stand up Japan!


Esta foto correu esta semana pela blogosfera Japonesa como motivo de riso. É que estes senhores são membros do Partido "Tachiagare Nippon", o que significa "Stand up Japan". Ninguém acha que estejam em condições de se levantar!

Nike & Tokyo

Um anúncio em anime. Uma rapariga com sapatilhas da Nike, combate robots gigantes que tentam destruir Tokyo. Muito fantástico!


Nike chase from ilovedust on Vimeo.

Gate Tower Building - Osaka

A Gate Tower é um edificio de dezasseis andares em Osaka, que tem uma particularidade: é atravessado por uma auto-estrada no espaço que vai desde o 5º ao 7º andar. Por isso, no elevador, ao 4º andar segue-se o 8º. Sugoi!

Aoi Haru & Thee Michelle Gun Elephant

O filme de 2001 Blue Spring (Aoi Haru), realizado por Toshiaki Toyoda, com base numa manga de Taiyo Matsumoto, está na lista dos melhores da década, publicada no site Midnight Eye. A banda sonora é dum grupo de rock Japonês já desaparecido, os Thee Michelle Gun Elephant.

sábado, 17 de abril de 2010

Matcha Green Tea Latte

O Matcha, é um dos melhores chás verdes que podemos beber. Quando o bebemos, estamos a beber as folhas reduzidas a pó, e não apenas uma infusão, como acontece com todos os outros. Em Portugal é pouco conhecido, e muita gente não sabe, que liga perfeitamente com leite (no Japão bebo-o muitas vezes assim), quente ou gelado. E como tem alguma cafeína, serve também para nos despertar, em qualquer altura do dia. 
Basta misturar 1 colher de chá de Matcha Green Tea Powder com 3 colheres de sopa de água quente e açúcar a gosto, mexendo cuidadosamente, com uma colher ou um chasen, até que o pó esteja bem dissolvido. Depois, juntar o leite já quente, ou frio se se preferir. Misturar bem, e se se quiser, polvilhar por cima com um pouco de Matcha.
Para saber mais sobre Matcha, consulte os arquivos do Banzai.

Japanese Digital Dolls

Encontrei este link nas minhas navegações. A artista é Japonesa e dá pelo nome de Marion. O Banzai amou estas bonecas digitais com brilhos de estrelas nos olhos.

The Flowers of Edo

 No antigo Edo, os incêndios eram frequentes e muito facilitados, devido ao tipo de construções em madeira e aglomeradas. Dizem os historiadores, que os habitantes da cidade, tinham uma apreciação curiosa destas destruições, encontrando-lhes uma estética apelativa que os levou a alcunhar os fogos de "Edo no hana" (As flores do Edo). Talvez o mesmo sentimento tivesse inspirado Yukio Mishima quando escreveu a propósito dos bombardeamentos a Tóquio em 1945: " Os "raids" aéreos na distante metrópolis, a que eu assistia do abrigo no arsenal, eram belos. As chamas pareciam tomar todas as cores do arco-íris: era como observar ao longe, a luz duma enorme fogueira, num grande banquete de morte e destruição." 
 Yaoya Oshichi,, era filha dum vendedor de vegetais de Edo. A sua casa ficou destruída num grande incêndio em 1682, pelo que a família teve que procurar abrigo num templo. Durante a sua estadia, Oshichi apaixonou-se por um jovem monje. Na Primavera do ano seguinte, desesperada para voltar a ver o seu amado, deitou fogo à nova casa onde viviam, na esperança de que a família se refugiasse novamente no templo. Infelizmente, o fogo alastrou ás habitações vizinhas. Oshichi ainda mal tinha feito 15 anos, mas a lei era clara face á idade e culpabilidade. Tivesse o criminoso 14 anos ou menos, e a pena era o exílio numa ilha remota. Mas, atingidos ou ultrapassados os 15 anos, seria queimado em praça pública.
Muitas pessoas assistiram na rua, quando Oshichi foi levada, juntamente com outros criminosos. A sua beleza e modos destemidos valeram-lhe o estatuto de lenda popular, inspirando desde então, inúmeras peças de Kabuki.
O seu túmulo está localizado num Templo de Hakusan, Tóquio.
Imagem de Utagawa Kuniteru, 1867. Via Wikipedia.

Bad Luck Numbers!


Em Japonês, alguns números podem ser designados utilizando diferentes palavras, dependendo do contexto. Isso acontece com o 4 (yon ou shi), e com o 9 (kyuu ou ku). Shi também significa "morte", e Ku, "sofrimento". Por essa razão, estes números, são considerados de má sorte. Alguns prédios no Japão, não têm apartamentos numerados com 4 ou 9.

Curry Lover

Este gatinho Japonês, fica num transe de delicias, sempre que lhe dão a cheirar as especiarias do caril. Bom, imaginem um restaurante indiano em que os clientes reagissem assim...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PINBALL,1973


"Pinball,1973" em tradução Inglesa, é uma daquelas raridades pela qual coleccionadores e fãs de culto de Haruki Murakami, se dispõem a pagar 100 ou 200 dólares na eBay, ou na Amazon.com, onde há á venda uma versão coleccionável pela extravagante quantia de 2000 dólares. Tudo isto porque Murakami nunca quis ver as suas duas primeiras obras publicadas em Inglês. As únicas traduções que existem de "Hear the Wind Sing" e "Pinball,1973", foram encomendadas a meio dos anos 80, a Alfred Birnbaum, pela editora Japonesa de Murakami, a Kodansha, mas em edições de pequeno formato, que tinham como alvo os fãs Japoneses de Murakami que queriam aprender a ler Inglês, por isso incluindo inúmeras páginas com notas de tradução Japonesa, e não o público internacional.
No ano passado, adquiri um exemplar de "Hear the Wind Sing", nessas pequeníssimas edições da Kodansha, na livraria Kinokuniya em Tóquio, e escrevi sobre ele no Banzai. Mas, quando tentei procurar "Pinball,1973", soube que tinha deixado de ser impresso algures nos anos 90, o que explicava esta absurda inflação de preços na net. As boas notícias são que a Kodansha voltou a pôr o livro em circulação, e muitas cópias inundaram os escaparates das livrarias no Japão. A eBay já ajustou os preços, e não tarda mesmo nada que o Banzai vá ter um exemplarzinho entre mãos, enquanto espera pela tradução Inglesa de "1Q84", que está prevista para 2011.
Jeeezzzz, é preciso ser paciente para ser fã de Murakami!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Best Of The Decade In Japanese Cinema


Para os fãs de cinema Japonês, o site Midnight Eye é uma referência. Todos os anos é publicada aqui uma lista dos melhores filmes do ano, mas como este ano comemoram  o seu décimo aniversário, compilaram o melhor dos últimos dez anos, em best of the decade.
Aposto que vão querer dar uma espreitadela.

Japanese Beef

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lady Gaga Turning Japanese

Lady Gaga desembarcou ontem em Narita, Tóquio, literalmente coberta de mensagens para os seus fãs.
Para além do tatoo temporário no  braço, o que tem sido mais comentado, é o facto de ter escrito o mesmo, com marcador preto, na sua carteira "Birkin" da Hermés, um objecto de culto que custa aí uns 3000 dólares. A mensagem em katakana, diz simplesmente: "I love little monster, Tokyo Love." Uma dedicatória aos fãs, a quem chama frequentemente  no twitter, de "little monsters".
A sua "Monster Ball Tour", inclui vários concertos no Japão, antes de chegar à Europa no próximo mês.

THE BORROWERS

O último filme do famoso STUDIO GHIBLI, "The Borrowers", com estreia prevista para este Verão, tem uma lindissima banda sonora, que já está a ser vendida no Japão. Para interpretar a canção tema do filme, o estúdio foi buscar a cantora folk e harpista da Bretanha, Cécile Corbel.
Aqui fica "Arriety's Song".

terça-feira, 13 de abril de 2010

Manga e Agricultura

Koshi Kawashi, inaugurou recentemente uma instalação num conhecido grande armazém de Tóquio, o Matsuzakaya. Intitulada "Manga Farming Agriculture", a instalação exibe velhos exemplares de manga, que o artista utilizou para fazer crescer uns rebentos de vegetais.

Dentes e ...snipers!

PECHAKUCHA NIGHTS

Em  Fevereiro de 2003, Astrid Klein e Mark Dytham do atelier Klein Dytham Architecture (KDa), organizaram a primeira Pechakucha Night, no seu bar dedicado a diferentes eventos experimentais, o SuperDeluxe, em Tóquio. Esta iniciativa, viria a espalhar-se por 299 outras cidades do mundo, em Portugal, Lisboa e Porto têm as suas Pechakucha. Na noite escolhida para o efeito, entre 6 a 10 pessoas, que se inscreveram previamente, falam do seu hobby, arte, negócio, animal de estimação, fetiche, duma viagem ou duma paixão. Não é preciso ser artista ou criativo, ou estar acostumado a falar em público, tudo o que é necessário, são 20 imagens e uma voz. A questão é conseguir fazê-lo em 6 minutos e 40 segundos. Mais precisamente, 20x20, 20 slides com 20 segundos para cada um. Dizem que é mais difícil do que parece, e ser um apresentador numa Pechakucha, tornou-se quase uma arte. Mas o formato tem a grande vantagem de manter as intervenções num nível rápido e objectivo, exactamente o contrário de "slow and boring". 
Numa cidade com 10 milhões de pessoas como Tóquio, é sem dúvida uma maneira de ser visto, ouvido e conhecer outras pessoas eventualmente com o mesmo interesse. Para os muitos que afluem ao Superdeluxe, é uma noite para relaxar depois do trabalho e aprender algo de novo sobre o tecido social um que se movimentam.
Pechakucha é uma palavra onomatopaica Japonesa que designa o som produzido numa conversa, "chit chat".
E já agora, o banzai nunca esteve numa Pechakucha, mas... já esteve algumas vezes no SuperDeluxe, onde há quase sempre uma banda a tocar, uma projecção de imagens, ou qualquer outra coisa a acontecer, num espaço informal, onde se pode tomar uma bebida e até comer qualquer coisa simples.
Para informações sobre Pechakucha em todo o mundo, aqui fica o link.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

BLACK SNOW

A última explosão do Monte Fuji, ocorreu em 1707. Nas suas imediações, a terra começou a tremer e o vulcão, coberto de neve, desatou a espalhar cinzas sobre Edo (Tóquio). Dois dias depois, a montanha sagrada, envolvida em fumo negro, entrou em erupção. À medida que fogo e lava se libertavam do seu cone, o céu por cima de Edo tornou-se vermelho vivo. Cinzas e pequenas pedras vulcânicas negras (lapilli), caíram ininterruptamente por duas semanas, cobrindo tudo. A cidade ficou imersa em tal escuridão que as pessoas eram obrigadas  a andar com "lanternas" durante o dia. Os templos encheram-se de gente que pedia uma intervenção divina.
Foto: Okinawa Soba
Referência: "Tokyo - A Cultural and Literary History", Stephen Mansfield

"HIDDEN UNDER THE LEAVES"

Há uma compilação, iniciada no século XVII no Japão, que reúne notas, considerações morais, histórias e anedotas, acerca dos samurais. O livro chama-se HAGAKURE o que significa "Escondido Debaixo das Folhas", porque era uma das virtudes dos samurais conservarem-se afastados do olhar público, não se exibindo desnecessáriamente, e salienta a necessidade do samurai estar sempre pronto a dar a sua vida a qualquer momento, porque, como aí é dito, nunca nenhum grande feito foi concluído sem loucura, ou por outras palavras, sem quebrar o nível comum do consciente deixando vir ao de cima os poderes mais ocultos. Esses poderes podem ser perigosos por vezes, mas não existe dúvida de que são supra-humanos e operam maravilhas. Quando o inconsciente é libertado, eleva-se acima das limitações humanas. A morte perde então toda a sua importância, e é aqui que o treino dos samurais dá as mãos ao Zen. 
Atingir uma "no-mind-ness", um estado de espírito em que a mente cesse todas as preocupações com a questão da vida e da morte, compreender que há algo em nós que não pode ser destruído nem pela água, nem pelo fogo, esse é o caminho do Zen - "when thoughts are quited down, fire itself is cold and refreshing...", e também o caminho do guerreiro.
Referências: "Zen and Japanese Culture", Daisetz T. Susuki

domingo, 11 de abril de 2010

Insectos de Circo

Aparentemente, neste show exibido na televisão Japonesa, há alguém que tem capacidade para pôr insectos a fazerem habilidades circenses, usando...apenas os dedos. Only in Japan!

Yurikamome Line

Uma das minhas linhas preferidas em Tóquio, é a Yurikamome (que significa "gaivota de cabeça-preta"), a linha que liga Tóquio, desde a estação de Shimbashi, á ilha de Odaiba. A Yurikamome utiliza um sistema de transporte automatizado, o que quer dizer que não existe condutor. A viagem é totalmente controlada por computadores, enquanto os felizes passageiros, se podem instalar, de preferência, na primeira carruagem e desfrutar da fabulosa vista (como eu quando fiz esta foto).
Esta linha, foi inaugurada em 1995, e transporta cerca de 100.000 passageiros por dia. As estações também são super futuristas.

AKIHABARA MAIDS

Uma mostra televisiva de algumas das mais famosas atracções de Akihabara. Cute!

HANAMI EM UENO PARK

Piqueniques e multidões. É tempo de hanami (flower viewing), no Parque de Ueno, Tóquio. Como não posso lá estar, pedi emprestadas estas fotos.
As garrafas estão vazias, mas os sapatos ficaram. Sinal de que o tapete não tarda em ser novamente ocupado.
E há chinelinhos kawaii para não sujar o tapete!
Quase que consigo sentir o aroma.
Fotos SHIBUYA246.

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