domingo, 25 de abril de 2010

Os 150 Anos Do Tratado de Paz entre Portugal e o Japão

Os Portugueses chegaram ao Japão no século XVI, acredita-se que por volta de 1542, marcando uma presença importante até serem expulsos em 1639. Só em 1860, puderam regressar, graças ao Tratado de Paz assinado pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão. A sua expulsão ficou a dever-se ás tentativas de evangelização clandestina por parte dos Jesuítas, que eram introduzidos no Japão pelos comerciantes, mas disfarçados, e de resto detinham interesses no comércio das sedas. Inicialmente tolerada, essa acção começou depois a ser vista como uma afronta ao poder político dos shoguns, e em 1635 o Shogun Tokugawa mandou cessar os contactos ultramarinos. Quem lucrou com isso foram os Holandeses que puderam manter os seus contactos comerciais com o Japão. Para os interessados neste assunto, existe um filme belíssimo de 1971, realizado por Masahiro Shinoda, "Silence" (Chinmoku).
Além da religião, ou a par dela, os Portugueses levaram as espingardas e a pólvora. Mas as trocas entre ambos os povos não se limitaram ao comércio. Nós trouxemos as palavras banzé, chá, catana e sacana. Presume-se que sakana (peixe em Japonês) devia ser um termo utilizado pelos marinheiros lusos, para designar de forma pejorativa os peixeiros. Aos Japoneses deixámos outras palavruskas, sobreviveram botan e pan, e a tempura que segundo alguns deriva do Português tempero, segundo outros vem do termo têmporas, os dias de jejum religioso que proibiam os católicos de comer carne. Este cruzamento de culturas deu ainda origem á arte Namban.
Para comemorar os 150 anos do Tratado de Paz, a Fundação Oriente, está a realizar já este mês e no próximo, em Lisboa, diversas actividades, palestras, exposições, espectáculos e workshops ligados à cultura Japonesa.

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