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sábado, 12 de setembro de 2009

YOKOHAMA IV














Nas minhas idas ao Japão, fui apenas uma vez a YOKOHAMA, nesse dia por coincidência, havia fogo de artificio á noite na zona do porto. Os japoneses são loucos por " fireworks ". Todos os restaurantes com terraço e vista para o acontecimento, esgotam as reservas com dias de antecedência, há imensa gente na rua, vestem-se yukatas coloridas e, no caso de Yokohama, marca-se lugar com antecedência, à beira da água, utilizando tapetes de plástico colados ao chão...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

YOKOHAMA III

















Yokohama, a menos de meia hora de comboio de Tóquio, oferece a visão futurista do MINATO MIRAI 21, literalmente " porto do futuro ", um empreendimento ambicioso, iniciado em 1983 e ainda em curso. O símbolo do Minato Mirai, é a LANDMARK TOWER, o edíficio mais alto do Japão. O seu 69º andar, proporciona uma vista de 360 graus da cidade, e em dias claros, a suposta visão do Monte Fuji. O acesso ao Sky Garden é feito pelo segundo elevador mais rápido do mundo em 40 segundos.




A sua Chinatown é famosa, o Ramen Museum, uma visita apetitosa e em Motomachi e nas colinas ocupadas pela calma zona residencial de Yamate, encontrámos ainda reminiscências do passado europeu do porto.

YOKOHAMA II


Após a assinatura do Tratado de Paz e Amizade, os estrangeiros começaram a instalar-se no meio dum ambiente algo hostil, com muitos opositores aos acordos com os bárbaros do ocidente. YOKOHAMA, era dos poucos locais onde americanos, ingleses, holandeses, franceses e alemães, se podiam instalar em segurança. Assim, aquilo que era uma simples vila piscatória, começou pouco a pouco a transformar-se num porto internacional. PHILEAS FOGG, tentou chegar a YOKOHAMA, quando tentava atravessar o Pacífico, desde Hong Kong até San Francisco, no romance de Júlio Verne de 1872, " A Volta Ao Mundo Em Oitenta Dias ".

A primeira linha férrea do Japão, foi construída entre YOKOHAMA E SHINAGAWA-Tóquio, em 1872. O JAPAN HERALD, o primeiro jornal japonês em língua inglesa foi aí publicado em 1861.

Sir Ernest Satow no livro " A Diplomat in Japan ", descreve assim a vida na época : " Money was abundant, or seemed to be, every one kept a pony or two, and champagne flowed freely at frequent convivial entertainments. Races were held in the spring and autumn (...). Longer outings were to Kanazawa, Kamakura and Enoshima, but anyone who had ventured as far as Hachioji or Hakone, which were beyond the Treaty limits, was regarded as a bold, adventurous spirit. "

O espírito cosmopolita do porto manteve-se. Na era TAISHO ( 1912-26 ), foi nos seus salões de baile que o famoso escritor JUNICHIRO TANIZAKI, aprendeu a dançar o foxtrot entre mulheres bonitas e inúmeros dandies.
Em Setembro de 1923, a cidade foi parcialmente destruída pelo GREAT KANTO EARTHQUAKE, e voltou a sê-lo pelos raids dos B-29 durante a II Guerra Mundial.

YOKOHAMA I


Durante os duzentos anos de shogunato, o Japão permaneceu isolado do exterior. Mas em 8 de Julho de 1853 o Comodoro MATHEW GALBRAITH PERRY, sob as ordens do Presidente MILLARD FILLMORE, que pretendia pressionar os Japoneses a abrir relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos, atracou na baía de Tóquio, a sul de YOKOHAMA, com quatro navios americanos fortemente armados, duas fragatas a vapor e duas corvetas, descarregando uma salva de canhão. A visita ofereceu uma visão da superioridade da tecnologia e poder marítimo ocidentais.
PERRY regressou em Fevereiro de 1854, desta vez com nove navios e 2000 homens. Para o saudar estava presente uma delegação de Japoneses, armados com espadas e diverso material medieval. Na troca ritual de presentes, a delegação japonesa terá oferecido um sino de bronze, sedas, porcelanas, objectos de bambu, sombrinhas, leques, uma caixa japonesa com instrumentos de escrita, tudo finamente embrulhado, arroz e 300 galinhas. O que receberam em troca eram amostras de uma civilização mais tecnológica: uma câmara de daguerreótipo, uma máquina de telegrafar, e, para delícia dos samurais que conseguiram sentar-se no topo das suas carruagens, um comboio a vapor miniatura montado numa linha circular. Havia também livros, mapas, perfumes e caixas de whisky, vinho da Madeira e champanhe. Obviamente tudo retirado de caixotes.
Sem dúvida inebriado pela quantidade de champanhe e whisky assimilados em incontáveis brindes, um dos japoneses terá declarado: " Nippon and America, all the same heart! "

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