domingo, 20 de setembro de 2009

TOKYO UNDERWORLD




Quando EDO foi construído, templos e santuários foram situados de forma a assegurar a corrente certa de KI ou energia espiritual. As KIMON (devil's gates) foram posicionadas para bloquear ou desviar as forças malignas e promover correntes benéficas. A reurbanização subsequente e a destruição de muitas dessas portas, alterou equilíbrios antigos, enfraquecendo as barreiras protectoras. De acordo com a geomância tradicional, o nordeste é a direcção pela qual os espíritos malévolos entram na cidade. Dois templos, Kameji em Ueno e Senso-ji em Asakusa, ambos situados a nordeste, funcionam ainda como barreiras espirituais.


As linhas geomânticas de EDO, foram planeadas tendo em consideração as correntes mais propícias de KI. Novos edifícios e linhas de metro, foram construídos de acordo com princípios de feng shui. Uma excepção notável é a Oedo Line, completada em 2000. Ignorando o plano, a linha passa justamente por baixo do cemitério de Aoyama, perturbando o descanso dos espíritos que aí repousam e enviando correntes nocivas de Ki para oeste na direcção de Roppongi. Com nenhum templo posicionado para enviar de volta a corrente, a área, diz-se, tem sofrido uma taxa inabitual de crimes e roubos ao longo dos anos.


A crença em fantasmas, demónios e espíritos, com laços estreitos com a mitologia Shintoísta, está profundamente enraizada no folclore japonês. Segundo esta, quando morremos tornamo-nos espíritos, por vezes divindades. Milhões de divindades habitam então os céus, as montanhas, as florestas, os mares e até o próprio ar que respiramos. A tradição diz que estas divindades têm duas almas: uma bondosa (nigi-mi-tama), outra violenta (ara-mi-tama).

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