sábado, 10 de abril de 2010

Japão - Anos 60

Nos anos 60, o Japão continuava a operar um milagre económico. O número de empregados nas grandes cidades aumentava, e o nível de vida geral dava um salto qualitativo. Em 1964, organizava com sucesso os Jogos Olímpicos, exibindo uma capital, Tóquio, cujo traçado evidenciava já as linhas futuristas que a tornariam ímpar. Ao mesmo tempo, a sociedade agitava-se ao ritmo dos movimentos estudantis e do yé-yé.

Em 1966, Seijun Suzuki estreia o seu "Tokyo Drifter", mais uma paródia aos filmes de yakuza, do que uma celebração do género. Produzido em estúdio, o filme mistura diferentes elementos e géneros, com influências que vão desde a Pop Art aos musicais de Hollywood nos anos 50, da comédia ao surrealismo. É uma obra híbrida, considerada por alguns como um manifesto avant-garde dos anos 60. Aqui ficam música e trailer.


"Em 1969 tínhamos 17 anos. Ouvíamos os Beatles, os Stones, os Doors, os Velvet Underground, Grateful Dead, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Bob Dylan. Líamos Rimbaud, tocávamos guitarra, fumávamos erva, apaixonávamo-nos, revoltávamo-nos contra o sistema, protestávamos contra a Guerra no Vietnam, barricávamos os liceus e produzimos o primeiro festival rock na nossa terra natal - uma pequena cidade num remoto canto do Japão. (...)
O PODER Á IMAGINAÇÃO, foi o slogan que decidimos escrever na faxa, (...) um dos que Adama e eu tínhamos tirado duma colecção de graffiti do Maio de 1968 em Paris. (...)
Era divertido inventarmos os nossos próprios slogans. (...) Só nos faltavam uns chapéus cónicos de palha para nos parecermos com Basho e os seus amigos escrevendo haiku."
in "69", Ryu Murakami

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