sábado, 30 de janeiro de 2010

Confissões Duma Máscara

"Confissões Duma Máscara" foi o romance de cariz autobiográfico que tornou YUKIO MISHIMA famoso, aos 24 anos de idade. Mishima, que nasceu em Tóquio, em 1925, como Kimitake Hiraoka, só mais tarde adoptaria o "pen-name" pelo qual ficou conhecido. O pai, adepto da disciplina militar, não só não aprovava, como considerava afeminadas as inclinações literárias de Mishima. Protegido pela mãe, sempre a primeira a ler uma nova história, escrevia secretamente durante a noite, enquanto frequentava a Universidade de Tóquio, graduando-se em 1947. Escritor disciplinado e versátil, deixou novelas, pequenas histórias, ensaios e diversas peças para Kabuki e Noh. Foi nomeado três vezes para o Prémio Nobel da Literatura, mas nunca ganhou.
Convocado pelo Exército Imperial Japonês durante a II Guerra Mundial, foi erradamente diagnosticado com tuberculose e considerado inapto para o serviço militar. Negada a oportunidade de morrer ao serviço da pátria, Mishima decidiu transformar-se físicamente (toda a vida tinha sido um rapaz frágil), através do "body-building" e da prática de diversas artes marciais. As imagens da altura retratam-no como um Samurai.
Adoptando um nacionalismo muito próprio, foi detestado tanto por esquerdistas como pela facção "mainstream" nacionalista. Em 1968, formou o Tatenokai (Shield Society), um exército de jovens estudantes, treinados por ele próprio, que jurava proteger o Imperador. Na ideologia de Mishima, o Imperador encarnava a essência abstracta do Japão.
A 25 de Novembro de 1970, juntamente com quatro membros do Tatenokai, ocupou o quartel das Japan's Self Defense Forces e, com um manifesto preparado, dirigiu-se à varanda do edificio para falar aos soldados presentes, visando um golpe de estado que restaurasse os poderes do Imperador. O discurso não foi bem recebido. O resto é conhecido de todos. Mishima retirou-se e cometeu seppuku. A função de kaishakunin (assistente), no final do ritual, cabia ao membro do Tatekonai, Masakatsu Morita, mas Morita, depois de várias tentativas, não conseguiu levar a cabo a tarefa de decapitar Mishima, que acabou por ficar nas mãos de Hiroyasu Koga. Morita seguiu Mishima no suícidio ritual.
O biógrafo, tradutor e amigo do escritor, John Nathan, sugere que o golpe de estado teria sido apenas um pretexto para o seppuku com que Mishima sempre sonhou.
" A small night storm blows
saying "falling is the essence of a flower"...

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